Um dos principais professores da FACITEC, José Geraldo dos Campos Trindade, carioca de 66 anos, não dedica sua vida apenas a profissão de
mestre. Uma de suas principais atividades para mérito individual são escrever contos, que inclusive concorreram e conquistaram prêmios.
Jornalista durante sua juventude, escrevendo principalmente para
o Jornal do Brasil, no estado do Rio de Janeiro, José Geraldo acabou pegando
gosto em criar contos na base do que sua imaginação proporcionava. Sua carreira
começou com uma grande curiosidade, quando que na oitava série de seu colegial,
fez um trabalho pra um professor que o pediu para ler uma crônica, e fazer uma
crítica sobre tal crônica. Na entrega do trabalho, o professor deu nota nove
para ele, e duvidando de sua capacidade, escreveu embaixo no trabalho: “Quem o
ajudou?”, isso para José Geraldo foi uma decepção, o deixou triste, abalado,
pelo fato de duvidarem do senso crítico dele. Logo após, o professor mandou
fazer um trabalho em sala sobre o mesmo assunto, José fez a atividade, mostrou
para o tal professor que deu 10 no trabalho dele, e viu que Geraldo tinha um
senso crítico forte e relevante.
Como hobby, José Geraldo, que enfatiza seus contos como
principal base de suas escritas, fazia seus textos, mas não publicava. Ele
apenas escrevia e guardava em suas gavetas. Até que, dez anos atrás, ele mandou
seu primeiro texto à sua irmã, que tem um senso crítico forte. Horas depois,
ele recebeu uma ligação dela, recebendo elogio do texto e o incentivando a
participar do concurso de contos do SESC. A partir da idéia, vários professores
da faculdade onde ele fazia seu mestrado, começaram a o incentivar a participar
do concurso. Como forma de “se livrar” dos incentivos para participar do
concurso, Geraldo foi ao SESC da 504 Sul e fez a inscrição para participar. Nessa
sua primeira participação, para sua surpresa, ele venceu o concurso, com o
conto Mariana, que foi uma idéia a partir de uma atividade escolar, onde ele queria que um texto começasse e
terminasse com as mesmas palavras, e que surgiu após a tentativa de fazer as
combinações das palavras.
Como principal incentivo aos novos escritores que desejam
utilizar apoio do governo para subir em suas profissões, Geraldo enfatizou: “Há
incentivo da Secretaria de cultura, academia de letras e outros órgãos, mas é
preciso que o escritor corra atrás de seus objetivos. Além disso é preciso ter
humildade para receber críticas.”.
Confira na íntegra a entrevista com o Professor:
Trabalho realizado por Lucas Bolzan e Eliana Magalhães, alunos do terceiro semestre do curso de Jornalismo da FACITEC.

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